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assunto: Zé di Cabeça

coleção: José Eduardo Ferreira Santos

Zé di Cabeça é José Eduardo Ferreira Santos, artista visual e educador com formação em pedagogia, psicologia e saúde pública. José é fundador do Acervo da Laje – importante espaço cultural independente que converge arte, educação e memória no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde nasceu e vive.

A partir de uma oficina de xilogravura em 2018, sua pesquisa visual se expande em direção ao desenho, à pintura, à escrita e à colagem. Durante o contexto pandêmico, seu trabalho ganha nova intensidade e Zé di Cabeça – nome em referência ao apelido do pai – emerge com mais nitidez. O fazer artístico se impõe como resposta sensível aos apagamentos, perdas e silêncios que atravessam seu território, amadurecendo uma poética visual profundamente enraizada nas camadas afetivas de uma paisagem tratada como periférica.
Acesse a lista em anexo e conheça um pouco sobre sua produção. 

sobre.

O Acervo da Laje tem sua origem na pesquisa sobre artistas invisíveis, desenvolvida pelo pesquisador José Eduardo Ferreira Santos, em colaboração com o fotógrafo Marco Iluminatti e Vilma Soares Ferreira Santos. Iniciada em 2010, essa pesquisa se mostrou urgente, refletindo a necessidade de dar visibilidade à memória da periferia, com foco especial no Subúrbio Ferroviário de Salvador, uma área frequentemente esquecida, negligenciada e invisibilizada — razão pela qual recebeu esse nome. A pesquisa foi iniciada logo após José Eduardo concluir seus estudos sobre a violência no Subúrbio, uma região soteropolitana marginalizada, historicamente marcada por estigmas ligados à segurança pública, entre outros desafios. Realizados de forma independente e sem financiamento, os estudos receberam o título "A Invisibilidade dos Trabalhadores da Beleza: Os Artistas do SFS", evidenciando a invisibilidade imposta pela separação entre a cidade de Salvador e seu Subúrbio, um processo que apaga as histórias e as contribuições culturais desses locais. Desde então, o Acervo da Laje tem se dedicado, ao longo dos anos, à valorização, preservação e difusão do trabalho desses artistas, tornando-se uma ferramenta essencial para resgatar e fortalecer a memória da periferia, muitas vezes subestimada ou ignorada pela narrativa oficial.

Texto de Caroline Souza a partir do artigo "Artistas Invisíveis da Periferia de Salvador", escrito por José Eduardo Ferreira Santos.

Este projeto foi fomentado pelo PROGRAMA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES CONTINUADAS 2023

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R. Sá Oliveira, 2 - São João do Cabrito, Salvador - BA, 40717-380

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A construção desse site e catalogação inicial das obras foi financiada pelo Fundo Internacional de Ajuda a Instituições Culturais (Hilfsfonds), do Ministério das Relações Exteriores, do Goethe Institut, e demais parceiros.: www.goethe.de/hilfsfonds.
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